Arte Rupestre 

 

A arte rupestre paleolítica do Vale do Côa constitui um dos mais importantes vestígios mundiais da arte paleolítica, a mais antiga forma de arte humana, distribuindo-se por 24 núcleos diferentes, ao longo dos 17km do curso final do rio Côa, e junto à sua foz no Douro.

Os motivos representados são principalmente os herbívoros, como cavalos, veados, cabras e auroques, os antepassados selvagens dos actuais bois domésticos. Este conjunto de animais era fundamental para alimentação dos homens e mulheres durante o Paleolítico superior. Para além destes animais, verifica-se ainda a existência de alguns peixes, de sinais indecifráveis e de raras figuras humanas.

Estes motivos foram representados num período compreendido entre 25.000 e 10.000 anos, em paredes verticais de xisto, fundamentalmente através de diferentes técnicas de gravura, como a incisão filiforme, a picotagem e a abrasão.

A grande importância das gravuras do vale do Côa deve-se ao facto de se tratar da maior concentração do mundo de arte paleolítica ao ar livre, que sobreviveu a mais de 25.000 anos de erosão, podendo ser ainda hoje apreciada através de visitas guiadas, organizadas pelo Parque Arqueológico do Vale do Côa. Por esse facto, este conjunto foi classificado como Monumento Nacional em 1997 e Património da Humanidade logo no ano seguinte.

Para além da arte paleolítica, as rochas do Vale do Côa apresentam gravuras e pinturas da Pré-História Recente (entre 5.500 e 3.000 a.C.), gravuras da Idade do Ferro (entre 500 e o séc. I a.C.) e da Época Contemporânea, estas últimas associadas à actividade da moagem.
 

Consulte o filme "Côa: o rio das mil gravuras" em: http://www.lxfilmes.com/catalogo/2006/



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