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Mercado está a crescer e aumenta as vendas 

 

Os presentes-experiência substituem os tradicionais e são uma fuga à rotina diária.

Os tempos parecem não ser de crise para as empresas de turismo de experiências a operar em Portugal. A julgar pelo aumento de vendas dos dois últimos anos, o negócio cresce a olhos vistos e, de acordo com as tendências de outros países europeus, ainda há muito terreno por conquistar. É o caso francês, onde o presente-experiência é uma realidade com grande peso (4% do mercado global dos presentes). Em Portugal, apenas representa cerca de 0,8% do mercado. No entanto, as empresas do sector estão optimistas.
A Vida É Bela, uma das grandes do sector, abriu portas há oito anos em Portugal e teve em 2009 um crescimento de 400%, chegando a atingir uma facturação da ordem dos 12 milhões de euros. Outra das empresas do sector, a francesa Smartbox viu a sua facturação subir de 3,5 milhões de euros em 2008 para o dobro no ano passado.
Reivindicando ambas o título de líder de mercado, as duas maiores operadoras da área prevêem aumentar as vendas em 2010.
A Vida É Bela atingiu «uma quota de mercado superior a 60%», anunciou a empresa, em comunicado. Já Filipa Guimarães, directora-geral da Smartbox, refere: «Somos o País com o maior crescimento do grupo, que opera em vários países, assumindo a liderança do mercado português com uma quota de 70%.»
Ao contrário do que aconteceu com alguns dos operadores turísticos e organizadores de eventos, cujo negócio sentiu os efeitos da crise, o turismo de experiência segue a direcção oposta. Não se enquadra na mesma categoria, mas antes no sector dos livros, DVD, perfumes, flores, considerados os seus concorrentes directos.
A Smartbox, que chegou a Portugal em 2007, não sofreu entraves è entrada no mercado. «O conceito inovador de caixa-prenda foi muito bem aceite pelos portugueses.» Em tempo de crise, as empresas conseguiram dobrar a facturação. A vontade dos portugueses de «fugir à rotina, conhecer novos lugares, viver novas emoções» será a justificação, refere Filipa Guimarães.
Na portuguesa Odisseias, que também faz turismo de experiências desde 2005, o crescimento tem sido de 400% ao ano. Principalmente com «o aparecimento de experiências desde 24,90€ euros e os novos canais de distribuição», diz Francisco Costa, partner da empresa.
Em 2009, o ano correu muito bem (o Natal significou 50% das vendas), mas os responsáveis não escondem alguns dos efeitos decorrentes da crise. "O aumento de experiências vendidas tem sido significativo, mas o valor médio de compra tem descido.»
Justiça seja feita, estas empresas trouxeram uma nova forma de pensar os presentes e abrem um imenso leque de possibilidades. Nestas empresas, a imaginação (e a concorrência) dita as regras. «Acreditamos que 2010 vai representar um fortíssimo crescimento», refere António Quina.




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