É uma das profissões de futuro na região: hotelaria e turismo. As escolas de Lamego e de Mirandela tem uma colocação no mercado de trabalho que ronda os 100%. E não chega aquele número porque alguns alunos, em vez de trabalhar, preferem continuar a estudar.
Cozinha e artes de mesa são duas excelentes saídas profissionais nos tempos que correm. A taxa de colocação no mercado de trabalho dos formandos das Escolas de Hotelaria e Turismo de Lamego e Mirandela está próximo dos 100%.
Mas, como para quase em tudo na vida, «a vocação é essencial», avisa Paulo Vaz, director das Escolas de Hotelaria e Turismo de Lamego e Mirandela. Daí que para além das provas de admissão que os alunos têm de superar exista uma entrevista com a direcção das escolas. «Apesar de curta, permite-nos identificar a vontade, a vocação e experiência, que vão potenciar toda a formação que é dada», sublinha.
Essa formação é feita tendo em conta o mundo contemporâneo de trabalho. Por isso é que, ao longo de três anos do curso, os formandos têm estágios nas empresas para ver como as coisas funcionam na realidade. Outro contacto com o que os espera lá fora é mantido durante os serviços de catering que a escola presta em eventos. «Os alunos não são tratados como tal, mas sempre como profissionais em formação», afiança Paulo Vaz, explicando que é uma forma de lhes fazer sentir que «vão ser responsabilizados pelos seus actos e pelo seu percurso». É como um contrato entre ambas as partes: «A escola dá formação e disponibiliza meios e estruturas, e os alunos põem ao serviço do estabelecimento de ensino a sua vontade de aprender e de se tornar bons profissionais».
Para já, Paulo Vaz só pode estar satisfeito: «Não há desemprego no sector. A colocação no mercado de trabalho só não é de 100% porque alguns alunos querem continuar os estudos ou não pretendem ir trabalhar de imediato».
Para aumentar a oferta, as escolas estão a alargar a possibilidades de formação a desempregados que tenham o 12.º ano e a licenciados que queiram reconverter-se, nem que seja para uma fase temporária da vida. As duas escolas terão 350 alunos no próximo ano lectivo, mas 80 do que em 2009.