Tendo em conta as características da arte, o Parque Arqueológico definiu um sistema de visitas às gravuras do Vale do Côa, tendo como preocupação fundamental a preservação da arte rupestre e da paisagem em que esta se insere, bem como a sua completa fruição por parte dos visitantes.
O visitante tem à sua escolha os três mais importantes núcleos de arte rupestre: Penascosa, Canada do Inferno e Ribeira de Piscos. As visitas a estes núcleos fazem-se em viaturas todo-o-terreno com acompanhamento de um guia, a partir da sede em Vila Nova de Foz Côa e de dois centros de recepção, em Castelo Melhor e Muxagata.
Todas as visitas ao Vale do Côa deverão ser reservadas antecipadamente através de telefone, correio electrónico, fax ou carta.
Núcleos visitáveis:
Canada do Inferno (Vila Nova de Foz Côa)
Localizado na margem esquerda do Rio Côa, o núcleo de arte rupestre da Canada do Inferno foi o primeiro a ser identificado no Vale do Côa, tendo sido reconhecidos até ao momento cerca de quarenta painéis gravados e centena e meia de representações paleolíticas. Trata-se do núcleo de arte que sofreu mais alterações em termos paisagísticos, em virtude da sua proximidade com as obras de construção da barragem do Rio Côa e da subida do nível das águas do rio, motivada pela construção da Barragem do Pocinho, que submergiu grande parte das suas gravuras.
Ribeira de Piscos (Muxagata)
Este núcleo localiza-se na margem esquerda do Rio Côa, junto à foz da Ribeira de Piscos, e a sua visita requer uma caminhada de cerca de 30 minutos, após a viagem em viatura todo-o-terreno. Trata-se de um dos mais interessantes núcleos de arte do Vale do Côa, pela qualidade das suas gravuras. De entre elas, salientam-se os cavalos enlaçados e o “Homem de Piscos”, uma das raras figurações humanas paleolíticas do vale.
Penascosa (Castelo Melhor)
Localizado junto a uma praia fluvial na margem direita do Rio Côa, este é de um dos maiores núcleos de arte rupestre do Vale do Côa, apresentando cerca de vinte e duas rochas gravadas com motivos paleolíticos. Estão aqui representadas as principais técnicas de gravação paleolítica (incisão filiforme, picotagem e abrasão), bem como os seus principais motivos (equídeos, bovinos, caprinos e cervídeos).