Fonte: Guarda Digital 
A arte de pegar ao Forcão 

 

A armação triangular serve para proteger os homens das investidas do touro, mostrando a valentia daqueles que medem forças com um animal que ostenta, quase sempre, uma corpulência de meter respeito.

O instrumento mais característico e que confere a verdadeira originalidade às capeias raianas é, sem dúvida, o forcão. A armação triangular serve para proteger os homens das investidas do touro, mostrando a valentia daqueles que medem forças com um animal que ostenta, quase sempre, uma corpulência de meter respeito.

Enquanto os movimentos coordenados permitem escapar ao ataque lateral ou vertical do touro, o engenho produz um sublime efeito de bailado na arena. O forcão é construído com madeira de carvalho que é escolhida no início de cada ano. Só mais tarde é fabricado com fortes troncos de carvalho, bem secos, bifurcados à frente, reforçado no meio por transversais, que lhe dão maior firmeza. O peso aproximado de 300 quilos é manejado por um grupo de cerca de trinta jovens, que avalizam a sua coragem, ao mesmo tempo que suportam as investidas do touro. Rodopiando, através de exercícios bem coordenados, de forma a evitar o ataque lateral ou vertical. Mas, também é preciso muito engenho e perícia. O grupo de corajosos dispõem-se lateralmente ao Forcão, os mais destemidos ficam à frente, na galha, aguentando as investidas do touro. E os mais altos ficam no vértice traseiro, denominados Rabichadores ou Rabicheiros, que conduzem o forcão para impedir a passagem do touro. Esta é a arte de pegar que já nasce com todos, ou quase todos, os raianos. Há quem diga que já é uma tradição hereditária.



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