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Curso de TT

Fonte: Escape Livre 
4. Características dos veículos TT 

 

Concebidos para enfrentar situações difíceis, os veículos TT estão dotados de características específicas que os distinguem dos demais veículos.

Uma das melhores formas de entendermos as capacidades de transposição de obstáculos é observarmos alguns parâmetros essenciais:

1. altura mínima ao solo
2. ângulo de ataque
3. ângulo de saída

4. ângulo ventral
5. capacidade de vadeio
6. inclinação máxima lateral

Vejamos:

1. Altura mínima ao solo
É a distância entre o ponto mais baixo da estrutura do veículo e o terreno.

2. Ângulo de ataque
É o ângulo resultante da intercepção de dois planos: o plano que toca a parte mais baixa do pára-choques dianteiro do veículo, a banda de rolamento da roda e o plano de rodagem do veículo. Este valor representa a capacidade de um veículo todo-o-terreno em ultrapassar um obstáculo à sua frente, realizar a aproximação a uma subida ou a um degrau sem que qualquer parte da estrutura toque nesse obstáculo.

3. Ângulo de saída
É o ângulo resultante da intercepção do plano que toca a parte de baixo do pára-choques traseiro do veículo e passa pela banda de rolamento da roda e o plano de rodagem do veículo. Este valor representa a capacidade de um veículo todo-o-terreno em ultrapassar um obstáculo na sua retaguarda, se o fizer no sentido inverso ao da marcha, ou de se afastar desse mesmo obstáculo sem que a sua estrutura colida com ele.

4. Ângulo ventral
É o ângulo resultante da intercepção de dois planos: os planos da banda de rodagem das rodas (dos dois eixos) e que se interceptam num ponto equidistante na parte mais baixa da carroçaria do veículo a meio da distância entre eixos.

5. Capacidade de vadeio
Por muitos esquecida, a capacidade de vadeio é uma característica por de mais importante no desempenho de um veículo todo-o-terreno. A capacidade de vadeio é a capacidade máxima que um veículo tem para atravessar um curso de água sem que este elemento venha a colocar em risco o funcionamento do veículo.
Falamos em concreto da profundidade máxima que um todo-o-terreno pode atravessar sem que a água interfira na combustão do motor através da entrada deste elemento pelo filtro de ar, por exemplo, ou vá danificar outro tipo de componente instalado no carro e que o impeça de funcionar, como por exemplo, afectando o sistema eléctrico. 

6. Inclinação máxima lateral
Esta é, provavelmente, uma das características que mais respeito coloca a quem pratica todo-o-terreno… É a capacidade que um veículo possui em circular em planos mais ou menos inclinados no sentido longitudinal da deslocação. Contudo, é bom referenciar que este valor é medido num plano recto sem qualquer tipo de obstáculos. Daqui se depreende que existem muitos factores decorrentes da prática do todo-o-terreno que influenciam o valor máximo da inclinação lateral que um veículo pode ultrapassar como, por exemplo, altura dos pneus, a distribuição da carga transportada ou até o tipo de superfície onde nos deslocamos.

Estes são os principais parâmetros de um veículo todo-o-terreno pelos quais podemos inferir da menor ou maior capacidade de progressão em situações concretas de condução deste tipo de veículos. Contudo, podemos destacar ainda um aspecto que, em conjugação com estes conceitos, poderá ser um precioso auxílio ao desempenho destes veículos: a articulação da suspensão.
Estamos a falar na capacidade que cada sistema de suspensão oferece articulando, da melhor forma, os eixos em relação ao chassis permitindo que cada roda se mantenha durante mais tempo em contacto com o solo na transposição de obstáculos sendo traduzindo-se no maior ou menor curso da suspensão. 

Como se verifica, a melhor ou menor capacidade de progressão de um veículo em todo-o-terreno está dependente da conjugação destes conceitos. Com a conjugação dos melhores valores em cada característica, teríamos um veículo perfeito. Contudo, é sempre difícil reunir todas as melhores características num só carro.




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